Screamin' Jay Hawkins - Occultacast

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Um palco cheio de referências ao vodu, músicas falando de maldições e feitiços, uma indumentária em nada devendo aos sacerdotes dos (hoje nem tanto) desconhecidos mitos africanos primitivos e apresentações teatrais literalmente selvagens…
Era assim que nos idos dos anos 50, alheio a todo tipo de preconceito e à ignorância da época, Jalacy Hawkins — mais conhecido como Screamin’ Jay Hawkins — ajudava a moldar o Rock n’ Roll através do blues e, acima de tudo, criava o polêmico Shock Rock — mais tarde representado por nomes como Alice Cooper, King Diamond, Iggy Pop, e por que não? Marilyn Manson.
Tendo em mãos um microfone adornado com um crânio humano, usando fogo e fumaça, saindo de dentro de um caixão e utilizando um osso como piercing no nariz, não é difícil imaginar o impacto de suas apresentações diante de uma plateia extasiada e aterrorizada com toda a atmosfera macabra criada.
Porém, não é só de teatro que falaremos aqui. A musicalidade de Hawkins era, e continua sendo, algo incrível. Uma de suas músicas mais famosas, “I Put a Spell on You”, além de ter sido regravada por diversas bandas e artistas de enorme renome, como os emblemáticos Creedence Clearwater Revival em seu primeiro álbum, teve seu nome cravado como uma das 500 músicas mais importantes da história pelo Rock and Roll Hall of Fame.
Seu primeiro álbum, At Home With Screamin’ Jay Hawkins, é indispensável aos fãs de Jazz, Blues e Rock n’ Roll. Vem recheado de clássicos e pedradas como a já citada “I Put a Spell…”, uma balada blues com toque de jazz; a lindíssima “Swing Low, Sweet Chariot”, trazendo elementos do Gospel e do Spiritual clássicos e cheios do sentimentalismo dos escravos norte-americanos;  além da “blueseira” e extremamente animada (como praticamente todo o restante do disco) “Yellow Coat”. Todas notavelmente levadas pela voz grave de barítono de Jay, algumas vezes  rasgada e áspera em seus momentos mais Rock n’ Roll.
Enfim, se você é um fã de rock, convido-o a apreciar o clássico e chocante som de Screamin’ Jay Hawkins, o mestre macabro dos anos 50.
Texto originalmente publicado em www.mundofreak.com.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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